Vida de Palhaço
-Tahyane Rangel-


Dificil vida a do palhaço,
tantas alegrias tem que buscar
todas para ao público ofertar.

Sorrisos, piruetas e caretas
precisa sempre inventar,
crianças, moços e velhos
esperam o palhaço para a vida alegrar

Quantas vezes quis na platéia estar,
quantas vezes precisou de alguém
que p fizesse da tristeza esquecer
pois precisava rir e sonhar

Que profissão difícil
foi o palhaço arrumar...
sem as tristezas esquecer,
precisa as lágrimas conter,
o show tem que continuar!

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"O riso não cura a doença, mas fortalece o organismo"

O impacto da alegria sobre a saúde humana motivou a criação de um laboratório específico para estudos sobre o tema. Trata-se do Instituto da Ciência da Felicidade, coordenado pela cientista Silvia Helena Cardoso, doutora em psicobiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós doutora em neurociência pela Universidade da Califórnia de Los Angeles (UCLA). "O riso não cura a doença, mas pode fortalecer o organismo e melhorar o sistema orgânico, realizando uma atividade preventiva", esclarece.

Na avaliação de Silvia, as endorfinas liberadas durante o riso podem atuar de modo analgésico. "É por isso que o riso pode atenuar dores, inclusive emocionais. Ele é contagioso: quando vemos alguém gargalhar temos vontade de rir também por causa de uma estrutura cerebral chamada neurônio espelho, também ativada quando sentimos aquele mal-estar ao vermos alguém machucado. A principal função do riso é a comunicação. Ao transmiti-lo para o outro estaremos evocando reações igualmente positivas."


Silvia explica que o ser humano possui sistemas neurais específicos para os vários tipos de sentimento - entre eles felicidade, medo e raiva. "Isso ocorre primeiramente em nível subconsciente. Os macacos, por exemplo, também riem ao trocarem cócegas embora sejam incapazes de interpretar piadas. O riso que passa a ser consciente é uma faculdade humana. Quando a pessoa conhece a ciência da felicidade ela pode tirar proveito disso fazendo com que o riso seja cada vez mais consciente."

A neurocientista diz que o riso também está associado à saúde cardiovascular. "Sabe aquela sensação de alívio que sentimos após a gargalhada forte? Ela é consequência de uma diminuição da pressão sanguínea. Durante os momentos de tensão, ao contrário, libera-se o cortisol, o hormônio do estresse, que também está envolvido na configuração neural da insegurança, da tristeza. O sistema cerebral funciona à base de excitar ou inibir circuitos. Você pode escolher se prefere rir e alimentar o sistema da felicidade ou se vai insistir em estimular a estrutura da infelicidade."

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Alguns recortes sobre o Surgimento do Personagem Palhaço


O Fato se deu na Inglaterra, quando, durante um treinamento com os cavaleiros eqüestres de seu circo, o Sr. Astley solicitou que alguns cavaleiros fizessem movimentos acrobáticos sobre os cavalos. Entre quedas e risos, nascera ali o primeiro número lúdico do circo Astley. Anos passados, surgiu a figura do palhaço, já com indumentária característica e toda uma argamassa de elementos técnicos. Dentre os tipos encontramos os personagens: Cômico Excêntrico, Cômico Clown e Cômico Tony de Soireé. Cada tipo tem sua função. Cada personagem consiste em ser uma espécie de apoio para o outro.

A história do circo mostra que Felipe Astley (mestre circense eqüestre) foi o criador desde estilo de representação cômica chamada “palhaço”. A linguagem do palhaço estabelece uma estratégica básica para cada tipo, que define a natureza do espetáculo. Em geral o Palhaço Excêntrico (Augusto ou Tony) é o mais querido da platéia, pois representa o lado frágil do sentimento humano. O clown tem um perfil calcado no poder de liderança e é a voz altiva da cena. O Cômico Soirée é o apoio de todos os outros; é o intermediário no conflito da cena.

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